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Confira todas as imagens desta expedição no slideshow

07/08/2007

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Saímos cedo para pegar o combustível e seguimos para o delta do Camaquã. Lá encontramos o pescador e saímos pelo rio. O delta do Rio Camaquã forma varias ilhas e ilhotas tornando-se praticamente um labirinto aquático para quem não conhece. Primeiro fomos a foz do rio na Laguna do Patos. Lá uma ponta de areia avança sobre a Laguna onde um forte vento soprava. Depois seguimos rio adentro em direção a Ilha do Doutor. No caminho um ninhal de ratões-do-banhado. Surpreendemos vários filhotes. A Ilha do Doutor é chamada assim pois foi habitada por um médico alemão chamado Von Ihering, que também foi um dos primeiros naturalistas do Rio Grande do Sul. Andamos até o fim da tarde no barulhento bote de madeira sem ver muitos animais além de algumas garças e gaviões. De volta a terra firme seguimos rumo  Porto Alegre, onde terminou a primeira etapa da Expedição NATUREZA GAUCHA, Planície Litorânea.

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06/08/2007

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Vamos direto ao delta do Camaquã, a um povoado de pescadores tentar conseguir uma embarcação para explorar a região. O Parque Estadual de Camaquã ainda não foi implantado e por isso não conta com nenhuma infra-estrutura nem pessoal. A Policia ambiental iria nos acompanhar mas decidimos tentar por conta própria e seguir umas dicas de um professor da Unisinos que fez um estudo sobre a região. Nos dirigimos a uma ilha onde nos disseram que poderíamos conseguir um barco com pescadores. Atravessamos o Rio Camaquã numa  pequena balsa e conseguimos achar um pescador que poderia nos levar mas ele não tinha combustível. Depois de inúmeras tentativas infrutíferas de conseguir óleo diesel resolvemos seguir para Camaquã e deixar para o dia seguinte a nossa saída, pois já era tarde demais, quase meio dia. Em Camaquã fomos na Policia ambiental que se prontificou a ceder combustível e um soldado, pois a embarcação deles estava na oficina. Fomos para um hotel nos preparar para a saída no dia seguinte.

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05/08/2007

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Finalmente a tão esperada saída para a reserva. Fomos acompanhados por dois membros do GEAN, Cláudio e Bona. As 9 horas estávamos chegando a fazenda de onde sairíamos de barco para atravessar um braço da Lagoa Mirim e chegar a Reserva. No caminho uma surpresa, uma lontra atravessa nadando ao nosso lado. Fiz algumas fotos mas só apareceu seu focinho para fora dágua. Depois de atracarmos do outro lado passamos o dia caminhando pela reserva. Algumas aves, cavalos, pescadores. Parece que esta área esta precisando mesmos ser implementada como reserva para ter sua biodiversidade restaurada. Voltamos de barco já anoitecendo e fomos levar nossos companheiros de volta a Arroio Grande. Em seguida pegamos a estrada rumo a Camaquã. No caminho decidimos pernoitar em São Lourenço, pois já estávamos cansados.

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04/08/2007

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Outro dia de chuva. Mais conversas e edição. Aproveitamos para um merecido descanso. Dei uma entrevista na radio para Lair Corrêa, presidente do GEAN, que tem um programa sobre ambientalismo, foi ótimo.

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03/08/2007

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Dia de chuva. Passamos o tempo entre conversas com o pessoal do GEAN e editando fotos no notebook. Visitamos a sede da ONG na cidade.

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02/08/2007

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Tomamos café e seguimos rumo ao norte, pela BR 471. Nosso destino a Reserva Biológica do Mato Grande, em Arroio Grande. O ideal seria cruzar o canal de São Gonçalo para encurtar caminho mas infelizmente a passagem estava fechada e tínhamos que ir até Pelotas para depois descer pela BR 116. Paramos para abastecer na Quinta, onde fica o trevo que vai para Rio Grande. Quando o frentista perguntou se eu queria que verificasse a água e óleo eu primeiro disse que não precisava pois havia visto no Chuí, mas depois disse: “Não custa nada, vamos ver.”Foi a sorte pois havia um vazamento de água enorme em algum lugar do motor. Ainda tentamos chegar numa oficina ali perto mas afinal a solução foi recorrer ao guincho da seguradora para chegarmos até Pelotas sem fundir o motor. Lá descobrimos que era uma pequena mangueira que havia rompida, o que foi resolvido rapidamente. Grande susto! Depois dessa função seguimos para Arroio Grande onde chegamos já noite. Lá fomos recebidos pela Jussara e seu marido Cláudio, da ONG ambientalista GEAN (Grupo ecológico amantes da natureza), que entre outras coisas trabalham em prol da implantação da Reserva do Mato Grande. Nos hospedamos no único hotel da cidade, que também funciona como motel...

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01/08/2007

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Saímos bem cedo do Taim rumo ao sul. Chegamos em Hermenegildo, praia que disputa com o Cassino o titulo de maior praia do mundo, na verdade é a mesma faixa de areia que se estende dos molhes de Rio Grande até os molhes do Chuí. Lá procuramos por um museu oceanográfico mas estava fechado. Encontramos um pescadro chamado Sérgio que se dispôs a nos guiar até os concheiros, que são grandes acúmulos de conchas na beira da praia. Seguimos pela praia rumo ao norte, com um certo receio, pois é sempre um risco atolar. No caminho o pescador nos contava histórias de carros engolidos pelo mar depois de atolarem... O nevoeiro continuava cobrindo tudo, para deixar o clima ainda mais assustador. Ainda por cima o Sérgio não parava de falar um minuto, o que chegou a ficar hilário. Andamos 50 km e não encontramos o tal concheiro. Segundo o Sérgio, as vezes o mar leva tudo e alguns dias depois traz de volta as conchas. De qualquer forma fiz umas fotos de conchas e da praia. De volta a Hermenegildo pegamos o asfalto rumo ao extremo sul do Brasil, Chuí. Lá passamos no atelier de uma artista que faz um trabalho incrível com ossos de baleia encontrados na praia misturados com madeira antigas. No fim da tarde fomos a Barra do Chuí, o ponto mais meridional do Brasil, separado do Uruguai pelo rio Chuí. Fomos ao extremo dos molhes onde fustigado pelo forte vento sul fotografei o farol. Depois de nos instalarmos num hotel voltamos a civilização jantando numa bela parillada uruguaia.

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31/07/2007

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Cedinho estávamos prontos para explorar os lagos ao norte da casa. Uma densa neblina cobria tudo de branco. Logo no primeiro lago vimos dezenas de capivaras. A névoa dava a tudo uma atmosfera misteriosa. Quando o sol apareceu no meio da névoa comecei a explorar as silhuetas dos bichos no meio do nevoeiro. O que impressiona no Taim para mim, acima de tudo , é a vastidão da planície, uma grande horizontalidade.

Depois de um belo café chegou o Seu Darci para nos buscar de trator. Chegamos na base Costeira, passamos tudo para a caminhonete e seguimos mateando pela praia de volta a sede da ESEC. Almoçamos de novo no único restaurante das redondezas, na aldeia da Capilha. A tarde fizemos uma saída de inflável nos canais que saem da BR 101. Deu um trabalho para tirar o bote do reboque mas compensou, pois vimos águias, garças, capivaras e outros animais. Chegamos até a acompanhar algumas capivaras nadando.

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30/07/2007

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De madrugada lá estávamos nós admirando um magnífico nascer-do-sol na praia mais longa do mundo (segundo os moradores da região). É incrível como cada aurora e cada crepúsculo são únicos. Uns são verdadeiras pinturas, outros nem tanto, mas todos singulares. Entretanto já ouvi um fotógrafo classificar alguns colegas como fotógrafos de pôr-do-sol... aí depende de como fotografá-los, pode ser um clichê ou não.

Enfim, como sempre, procurei fazer desta aurora as imagens mais pessoais possíveis. Como o Gustavo estava com uma lanterna de cabeça resolvi incluí-lo nas fotos e o resultado ficou bem interessante. Depois de um café reforçado encaramos a travessia de trator, empoleirados num reboque daqueles de madeira, até a base Caçapava, que fica no interior do banhado do Taim. Depois de algumas horas sacolejando para percorrer poucos quilômetros de banhado chegamos. Era uma casa simples mas bem acolhedora no meio de um campo cercado de pequenas lagoas e grande banhados , ao norte da lagoa da Mangueira. Depois de nos instalarmos resolvemos tirar o resto da manha para dar uma relaxada e curtir o sol enquanto cozinhava uma sopa de ervilhas.

Lá pelas 3 da tarde, saímos para uma caminhada até os banhados ao sul. Logo na saída uma surpresa, vimos um tatu caminhando ao longe e me encaminhei para um ponto onde eu imaginei que ele ia cruzar. Para minha surpresa ele não me viu e continuou se aproximando. Eu comecei a fotografá-lo e quando ele se deu conta estava na minha cara, a menos de 3 metros. Quando ele me viu acho que levou um susto e parou, desviou um pouco e continuou seu caminho, pois a sua toca estava logo adiante. Foi engraçado, parecia um desenho animado! Continuamos atravessando campos e banhados até que vi um enorme jacaré tomando sol. Nos aproximamos cuidadosamente fotografando o bicho, só que ele na verdade ele estava dormindo um sono eterno. Só me dei conta disso quando já estava bem perto e senti um cheiro de podre. Na volta ainda fomos presenteados por um pôr-do-sol maravilhoso por trás de árvores retorcidas do pântano.

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29/07/2007

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Mais cedo ainda, levantamos e as 6:37 eu já estava fotografando uma das centenas de capivaras deste lugar, num frio tenebroso. A geada cobria tudo e as poças d’água congelaram. A lua cheia ainda estava se pondo atrás de uma bela figueira e o sol nos brindando com sua luz e calor (ainda pouco). Depois de voltar para um café-da-manhã demos uma mateada enquanto esperávamos o piloto da lancha que viria da sede da ESEC. Assim que ele chegou saímos numa possante lancha de 140 Hp (veloz para surpreender os pescadores ilegais).
Demos uma volta no norte da lagoa da Mangueira, que faz parte da ESEC, desembarcamos numa pequena ilha chamada Cardoso. Lá tive a sorte de encontrar o belo cardeal-do-banhado, uma pequena ave preta com a cabeça e peito vermelho. Depois de voltar a base carregamos a caminhonete e fomos em direção a sede. Na volta mais um presente, um ninho de caranchos na beira da Estrada, fiz um “book do casal, muitos closes. Daqui a pouco aparece um carro da Ibama, pedem para irmos com urgência para a sede. Chegando lá o Amauri nos explica que o voluntário que trabalha no posto avançado da Costeira e de Caçapava, que fica no interior do banhado , quebrou seu carro. Então ele nos pede o favor de dar uma carona para o seu Darci, em troca ele já nos leva até a base Caçapava, onde só se chega de trator!!! Imaginem. Bem, esta noite dormimos ao som do mar, na base costeira.

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28/07/2007

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Saímos do ótimo Hotel do Cassino (antigo e confortável) e fomos para o Taim. No caminho pegamos um guia local que estava em Rio Grande e seguimos. O William foi dica do pessoal do NEMA. Primeiro passamos na sede da ESEC (Estação Ecológica) do Taim, para conhecer o pessoal e nos apresentarmos. Conversamos com o chefe da unidade, Amauri, e decidimos então que nos dias seguintes iríamos ficar em diferentes postos avançados para conhecer os diferentes ecossistemas do Taim.

Saímos com o William para almoçar na Capilha, um pequeno povoado próximo. Depois de almoçar fomos conhecer a pequena capela que dá nome ao povoado e fazer a trilha desenvolvida pelo Nema. Passamos por um antigo cemitério até chegar ao canal do Aguirre, que flui para a Lagoa Mirim, onde os pescadores guardam seus barcos. Voltamos pela margem da Lagoa , onde existem belas formações de areia como pequenas falésias de 3 ou 4 metros de altura. Dali William nos levou para outra trilha na Nicola, onde existe uma floresta quaternária bem conservada, com enormes figueiras. Na volta a boa noticia, vamos dormir no posto avançado de Santa Marta, nas margens da lagoa da Mangueira.

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27/07/2007

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Acordamos cedo como sempre e as 6:50 eu já estava fotografando uma santa na beira da praia de São José do Norte. Ela tinha uma luz artificial o que contrastava com os tons quentes do sol nascendo. Ainda fiz umas aves e na volta o presente, um pequeno lobo do mar na areia tomando seu banho de sol.

Depois de um lauto café pegamos o carro e fomos para os molhes leste para encontrar os leões- marinhos. Logo no começo uma placa velha e enferrujada que rendeu umas imagens. Caminhamos os molhes todos e de vez em quando eu subia nas pedras para tentar ver alguma coisa do lado de fora do canal, lado protegido do vento, onde eu imaginava que eles estariam. Grande navios e rebocadores entrando e saindo do canal ao nosso lado. É claro que eles estavam todos lá, só que no lado do vento, virado para dentro do canal. Fiz umas fotos bem de perto, eles deixaram, foi ótimo. Depois disso pegamos a balsa e cruzamos o canal, chegando em Rio Grande, onde resolvemos algumas coisinhas de viagem e fomos para o Nema (Núcleo de educação e monitoramento ambiental), uma ONG ambientalista. Lá tivemos uma conversa com várias dicas sobre o Taim, onde eles desenvolvem vários trabalhos.

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26/07/2007

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Finalmente a esperada saída na Lagoa dos Patos de barco. O inicio foi um pouco complicado pois tivemos que pegar o reboque do Ibama emprestado, comprar gás (o motor da lancha era transformado) e finalmente chegamos na casa do Anevoir, outro irmão do Urias, dono e piloto da lancha que iríamos usar. Passamos um trabalhão para colocá-la no reboque, pois era pesada, mas enfim tudo certo. Ao chegarmos no local combinado lá estavam o Eloir (outro irmão do Urias, que faz miniaturas de aves) e um amigo, já com seus respectivos caiaques e camuflados. Não vimos muitas aves, mas conseguimos chegar bem perto de um ninho de ratões-do-banhado. Na volta ainda cruzamos uma revoada enorme de centenas de marrecas selvagens. Saindo dali passamos no Ateliê das artesãs de lã local, pois havíamos encomendado umas meias. Lá ficamos admirando um pouco o trabalho delas e seus belos teares. Depois disso pegamos finalmente a estrada para São José do Norte, onde dormimos.

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25/07/2007

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Acordamos às 6:45 e tomamos café na pousada. Saímos, encontramos o Urias e nos dirigimos à praia pela trilha das dunas. Nosso objetivo era ir pela praia até a barra que liga a lagoa do peixe ao oceano atlântico. Ao chegarmos na praia descobrimos o mar muito alto, o que impossibilitou nossa viagem até a barra. Sem alternativas, desistimos de visitar a barra e nos dirigimos à trilha do Manduca (velho proprietário da área onde se localiza a trilha). Chegamos por volta das 14 horas e ficamos até o entardecer. Lugar lindo. Como toda a região, uma área plana, com linhas longas e muita água. O vento sopra gelado parece que conversando com aquele ambiente vasto e silencioso. Voltamos para Mostardas depois do pôr-do-sol para organizar uma saída de barco na lagoa do Fumo, um acesso navegável para a lagoa Mirim. Depois da janta editamos um pouco antes de dormir.

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24/07/2007

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Novamente acordamos às 5. Outro dia muito frio. Saímos ainda no escuro para a trilha do talha-mar onde montamos a tocaia. Ficamos até às 10:30 na tocaia. Vimos cisnes-do-pescoço-preto, maçaricos, flamingos, garças, marrecos, tachas, João-grande e outros. Dia lindo. Sol, céu azul com nuvens altas e esticadas (cirrus).
Lugar ímpar que provoca sensações e sentimentos indescritíveis. Um vislumbre de um paraíso. Voltamos a Mostardas para almoçar e encontrar o Urias que nos levaria à trilha das dunas para uma caminhada até o entardecer. Chegamos por volta de 15 horas nas dunas e começamos a caminhar. Vimos uma pequena planta. Entardecer magnífico nas dunas. Voltamos de noite para a cidade de Mostardas em tempo de comer um “a la minuta em um restaurante localizado em frente da praça central.

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23/07/2007

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Acordamos às 5horas. Dia muito frio. Saímos ainda escuro para a trilha das dunas.
Chegamos no local desejado antes das 6. Estacionamos a beira da estrada, vestimos nossos macacões para água e caminhamos uns 400m pelo banhado até encontrarmos um local aparentemente adequado para montar nossa “tocaia” e aguardar o nascer do sol e o despertar da fauna. A “tocaia” é uma pequena barraca que o Eloir nos emprestou. Ele costuma usar essa barraca camuflada para observar e filmar as aves. Por sugestão dele resolvemos tentar a mesma técnica. Amanheceu por volta de 7 horas. Ficamos na tocaia até às 10 e meia. Não tivemos muita sorte com os animais. Avistamos alguns maçaricos, um carancho e garças. Depois de alguns dias chegamos à conclusão de que uma possível justificativa para o insucesso da investida seria o possível erro de termos montado a barraca em um lugar desprotegido, de fácil reconhecimento dos animais. De qualquer maneira, a tentativa foi válida.

Voltamos ao centro de Mostardas para almoçar. Depois do almoço encontramos o Urias e fomos para a trilha do Talha-Mar. Avistamos flamingos, cisnes do pescoço preto, maçaricos e outros. Ficamos na trilha do talha-mar até o entardecer. Muito vento. Voltamos já de noite a Mostardas.

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22/07/2007

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Amanheceu chovendo. Tomamos café, editamos um pouco das fotos e, em seguida, mudamos para outra pousada. Fomos para a pousada Pouso Alegre. Muito boa. Confortável, bom banho, ótimo café da manhã, acesso a Internet e estacionamento.
A tarde visitamos o Eloir, irmão do Urias que faz miniaturas das aves da região. Trabalho fantástico. Minucioso, detalhista e fiel. Passamos a tarde assistindo a produção de um rabo-de-palha e conversando. Saímos já de noite da casa do Eloir. Passamos no hotel para um banho rápido e fomos comer pizza novamente e jogar uma sinuca. Dormimos cedo porque o dia seguinte prometia: previsão de bom tempo e nosso primeiro dia de campo na Lagoa do Peixe.

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21/07/2007

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Saímos de Porto Alegre por volta das 10h. Depois de passar por milhares de buracos na BR 101 chegamos a Mostardas às 15 horas. Nos instalamos na pousada e almoçamos no restaurante Edmundo´s. Encontramos o Urias, funcionario do Ibama que seria nosso guia na região. Ele nos levou para um reconhecimento da área do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Fomos até as trilhas das dunas, do talha-mar e da figueira.Voltamos para o hotel depois de comer uma pizza acompanhada de vinho tinto.

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20/07/2007

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Acordamos cedo e passamos o dia envolvido com reuniões e visitas à Sema, FZB (Fundação Zoobotanica) e Big Wall, entre outras. Nos despedimos da Márcia que, depois de nos acompanhar desde Florianópolis, retornaria à Santa Catarina.
Jantamos na casa do pai do Zé (“Doutor” Haroldo) e dormimos cedo.

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19/07/2007

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Xande

Lugar lindo mesmo, espero conhecer um dia, um casal de amigos vai se mudar pro mato la no alto da montanha em Itati! Aho! Grato pela expedição!

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Dedicamos nosso quarto dia à Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa, localizada no município de Itati. Uma unidade de conservação estadual bem pequena. Seus 113 hectares são cortadas por duas rodovias. Como tínhamos saímos cedo de Torres chegamos por volta de 10 horas no morro do Alemão, já nos limites da reserva. A Paola, bióloga da Sema que nos acompanharia nessa unidade, chegaria só ao meio dia, então resolvemos explorar um pouco a área antes de encontrá-la.

Por volta das 13 horas encontramos a Paola e fizemos um piquenique na beira de um arroio. Em seguida entramos caminhando na reserva. Já no início encontramos muita dificuldade para caminhar. Se na mata paludosa de Itapeva já havia muita água e barro, aqui a situação era ainda mais complicada. O barro era muito fundo e meio pastoso. Em alguns momentos nos atolamos até a virilha e tínhamos muita dificuldade para sair do lugar. Passamos por túneis de passagem de animais (passadores de fauna) que foram construídos por baixo da rodovia (Rota do Sol). Antes de partir para Porto Alegre fomos a um lugar no meio da floresta onde passava um riacho e aproveitamos para montar nosso fogareiro pela 1ª vez e preparar um chimarrão. Saímos para POA pela Estrada do Mar  e chegamos à capital gaúcha por volta das 20:30.

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18/07/2007

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Antes das 8 da manhã já estávamos à beira da lagoa que fica dentro dos limites do Parque de Itapeva. Falamos com um morador que possui uma canoa e ele nos emprestou a embarcação. Depois de muito trabalho pra esvaziar a canoa, pegamos um bambu que serviria como remo. Doce ilusão. O bambu era tão grosso e pesado que mais parecia um caibro. Ou seja, estávamos em uma canoa sem remo e à mercê do vento sul que soprava e nos levava para cima da vegetação. Resultado: muito esforço, poucas fotos e um quase naufrágio que aconteceu durante um movimento com o referido caibro. Decidimos abortar a “missão” e retornar à tarde com um par de remos.

Voltamos à cidade e subimos o morro do farol. Ainda conversamos com dois montanhistas que estavam nos preparativos para escalar a pedra da Guarita antes de pegar os remos com o pessoal da marina para retornar à lagoa em Itapeva.
Chegamos na hora certa na lagoa. A luz estava linda. Agora com os remos, não tivemos dificuldades para chegar rapidamente até o meio da lagoa e começar a explorar. Foram aproximadamente 2 horas de um espetáculo da natureza. O final de tarde trouxe uma infinidade de cores ao céu e um tom dourado à vegetação. Sensação indescritível. Retornamos ao hotel com a sensação de termos vislumbrado um breve momento de plenitude.

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17/07/2007

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De manhã saímos bem cedo para o Parque de Itapeva com o objetivo de chegar às dunas antes do sol nascer. Mas no caminho paramos para fotografar a faina de alguns pescadores no rio Mampituba e acabamos ficando ali até às 8:30. Assim, decidimos voltar ao hotel para o café da manhã.

Depois do café fomos ao Parque Municipal da Guarita. Caminhamos desde a praia da Cal até a Praia da Guarita. Almoçamos no centro de Torres e à tarde fomos para Parque de Itapeva. Ao chegarmos decidimos ir para uma área do parque que se caracteriza por ser uma mata paludosa. Com muita matéria orgânica, o solo é muito fofo e molhado. Pela primeira vez vestimos nossos macacões com botas de borracha que possibilita ficar com água até o peito sem nos molharmos. Muitos palmitos dentro da mata. Voltamos já de noite ao hotel.


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16/07/2007

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Acordamos bem cedo. Depois do café da manhã passamos no escritório do Ibama e fomos para a marina às margens do rio Mampituba de onde saímos em um bote inflável para a Ilha dos Lobos. Na saída para o mar, nos molhes, já deu pra sentir que a ondulação estava grande. Ao chegarmos perto da ilha vimos a lendária onda que quebra na ponta sudeste das pedras que formam a ilha. Uma onda grande, tubular e perfeita.Contornamos a ilha e nos posicionamos de frente para os leões marinhos que tomavam sol em cima das pedras. Ficamos aproximadamente uma hora e meia fotografando os animais.

Próximo ao meio dia nos afastamos da ilha e fomos ver desde o mar as formações rochosas dos Morros do Farol e da Cal. No caminho avistamos duas baleias-franca. Nos aproximamos lentamente e, seguindo as recomendações de biólogos e pesquisadores, desligamos o motor e ali permanecemos observando. Talvez por curiosidade, uma das baleias começou a se aproximar do nosso barco. Mergulhava e voltava à superfície cada vez mais próximo de nós. Até o instante em que quase tocou no barco. Parecia irreal. Primeiro dia, primeira saída à campo e lá estávamos há menos de um metro de uma baleia de mais de 7 metros em seu habitat. Um presente para a equipe. Voltamos à marina e fomos almoçar.

À tarde fizemos alguns contatos e em seguida nos deslocamos para o Parque Estadual de Itapeva. Caminhamos pelas dunas e vimos o sol se pôr magnificamente atrás das montanhas à oeste. Terminamos o dia com um jantar na beira do rio Mampituba.

 

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15/07/2007

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Saímos por volta de 16 horas, depois de organizar equipamento, bagagem, documentos, etc. No caminho pegamos a bióloga Márcia Riederer que nos acompanhará durante as visitas nas UCs (unidades de conservação) localizadas no litoral norte do RS: Parque Estadual de Itapeva, Reserva Biológica da Ilha dos Lobos e Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa.
Ao chegar em Torres por volta de 21 horas nos instalamos no Grande Hotel, um dos mais antigos da cidade, muito bem localizado na zona central. Em seguida voltamos ao quarto em tempo de assistir ao documentário produzido pela TVE RS sobre as UCs do norte do estado e preparar o equipamento para o dia seguinte.
Dormimos um sono tranqüilo apesar do frio.
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